Oláaaa!
Comecemos a semana com uma ótima reflexão do nosso amigo e parceiro Magrão, com suas palavras sempre muito bem colocadas... Vale a pena tirar uns minutinhos pra esta leitura! :)
No corre corre frenético da cidade, pulsa em mim a
inquietação que me mantém acordado na alta madrugada. Tenho que enfrentar a
realidade dura e fragmentada de mim mesmo.
Observo pessoas, como que divididas em compartimentos,
gritando por uma inteireza de si mesmo, cada vez mais distante.
Vejo pedaços. Estou em pedaços. Chocado com as atrocidades
que regem e ditam os rumos de todos nós.
Onde eu estou? Onde você está? Olho no espelho buscando me
enxergar por inteiro e não me esconder da culpa que está em minhas mãos.
Sim! Culpa disfarçada e velada, afinal essa conta não é
minha, nem pertenço a esse mundo caótico. Sou apenas um cidadão passageiro e
estrangeiro.
E passageiro não se envolve, apenas assisti e tenta sair bem
na foto. Foto colorida que tenta esconder o real preto no branco.
Somos vítimas de nós mesmos pagando um preço caro pela falta
de cuidado, pela deterioração dos níveis de relacionamento com Deus, com o
outro e com a criação.
Até quando vou me deixar ser engolido por mim mesmo? Até
quando serei meu maior inimigo?
Perdemos a linha, não enxergamos a oportunidade de
regeneração, negligenciamos tudo a nossa volta e insistimos em olhar para nosso
próprio umbigo. E, como cada um tem o seu, está tudo certo. Mas como afirmar
que está tudo certo ou tudo errado se cada um enxerga apenas pela sua própria
ótica?
Fariseu, cego, hipócrita. Opa! Eu? Eu não. O outro, quem
sabe. E sim, aquele ali com certeza.
Queria estar de volta ao lar. Porém, não querer viver meus
dias aqui, não seria apenas a afirmação de não ter entendido que, por mais
louco e sem explicação que seja, há um sentido por detrás de tudo?
Este é o grande desafio. Ao me reconhecer, passo a enxergar
o outro como um igual. Alguém que está em constante construção, como eu, que
por vezes (e por que não dizer na maioria das vezes?) está perambulando perdido
pelas ruas, vielas e avenidas da vida.
É a hora de se permitir o resgate. O meu, o seu, o nosso. E
pegar o novo caminho, desafiador, escuro, por vezes incerto, mas sem volta pelo
simples e concreto fato de ter seu fim no começo de tudo.
Carola Isabel Pucci

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